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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Nada de comemoração! No Dia do Índio, comunidades indígenas querem ser ouvidas


Neste Dia do Índio, 19 de abril, as comunidades indígenas gostariam de comemorar suas conquistas, mas aproveitaram a data para reivindicar seus direitos. Representantes de povos indígenas de todo o País entregaram, nesta terça-feira, uma carta om reivindicações e críticas à política do governo federal ao ministro da Justiça, Tarso Genro, e ao presidente do Senado, José Sarney. O documento, que também deve ser entregue à presidente Dilma Roussef, tem como principais críticas a falta de voz dos índios em assuntos que os afetam – inclusive na construção das hidrelétricas Belo Monte e Jirau.
Na carta, as comunidades indígenas também criticam as políticas do governo Lula, mantidas pelo atual governo. "O Estado brasileiro, durante o mandato do governo Lula, não atendeu a contento as demandas e perspectivas do movimento indígena. Permitiu que as políticas voltadas aos nossos povos continuem precárias ou nulas, ameaçando a nossa continuidade física e cultural", diz trecho da carta.
O ex-governador do Piauí e descendente de índios Wellington Dias concorda com o manifesto e defende que os índios são capazes de decidir seus caminhos. A Fundação Nacional do Índio (Funai) rebate, dizendo que está buscando diálogo com os povos indígenas, mas reconhece que há problemas estruturais na instituição.
A criação de um Conselho Nacional de Política Indigenista também foi alvo de críticas na carta enviada às autoridades, acusado de estar disperso em diversos órgãos do governo. Além disso, os índios solicitam a criação de uma Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas para assegurar a sustentabilidade e proteção de seus territórios diante de vários problemas em relação as regularização das terras.

por Jackie Salomao
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Urso Mágico

No meio de uma floresta morava um índio. Numa certa manhã, ele pressentiu sua morte, então reuniu todos os animais da floresta, fez uma oração e disse:
- Espero que todos entendam, está chegando a minha hora de deixá-los, mas não vou deixá-los só. Deixar-lhes-ei uma lembrança. Foi então que trouxe a eles um totem feito por suas próprias mãos. A escultura tinha a forma de urso e era entalhado em um tronco de uma árvore centenária, sim, o tronco ainda estava com suas raízes plantadas no solo.
O primeiro bichinho pulou em seus galhos e o índio como em suas últimas palavras disse: - Agora simpático esquilo, faça um desejo. Me perdoe, já estou cansado, vou me retirar. O esquilo, meio tímido, desejou voar. Ao acabar de pensar, um fruto nasceu na árvore e ele pegou e mordeu. Então como em um encanto, lhe surgiu asas e seu voo foi espetacular. Os animais todos ficaram encantados e estão lá até hoje realizando seus desejos. E os frutos nascendo um após o outro.

Stefán

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