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terça-feira, 15 de março de 2011

Cuide da sua velhice

O brasileiro é o povo que mais se preocupa com a falta de dinheiro na velhice. Mas também é um dos que menos poupam para uma aposentadoria tranquila. É o que aponta o estudo "O Futuro da Aposentadoria: o que o mundo quer", promovido pelo banco HSBC em 20 países.
No Brasil, 76% das 1001 pessoas preocupadas com a falta de condições financeiras na velhice, mas apenas 6% afirmaram ter feito algum investimento no ano passado especificamente para a aposentadoria. Outro dado surpreendente foi que 30% das pessoas ouvidas no país acreditam que elas devam arcar com a maior parte dos custos da aposentadoria. Um dos motivos para o fortalecimento dessa ideia é a falta de confiança no governo. "Embora 52% dos entrevistados continuem pensando que o governo deveria sustentar a maior parte de sua aposentadoria, apenas 33% acreditam que isso ocorrerá", comenta Marcelo Teixeira, chefe executivo da HSBC Seguros. "Os trabalhadores preferem pagar pela aposentadoria por meio da poupança adicional privada", completa.
O Estado de S. Paulo
Seleções Reader's Digest - Novembro 2006

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Pessoas desconfiadas são as mais fáceis de serem enganadas

Confiar nos outros não faz de você alguém fácil de ser tapeado, como acontecia com a personagem do clássico da literatura infanto-juvenil Pollyana. Muito pelo contrário, diz um estudo publicado no periódicoSocial Psychological and Personality Science. A confiança é mais propensa em pessoas mais espertas.

191184 sxc Pessoas desconfiadas são as mais fáceis de serem enganadasO estudo foi feito com estudantes de pós-graduação voluntários que eram convidados a assistir a vídeos de supostas entrevistas de empregos feitas por dois tipos de pessoas: algumas que respondiam da melhor forma possível as perguntas e outro grupo composto por pessoas instruídas a dizer ao menos três mentiras significantes em resposta a algumas questões-chave que poderiam ser decisivas para a suposta contratação. Esses dois grupos de participantes das entrevistas receberam pequenas quantias em dinheiro e aqueles que aceitaram dizer mentiras receberiam uma quantia adicional se as respostas mentirosas passassem despercebidas pelos voluntários.

A análise dos vídeos ocorreu alguns dias após a primeira parte do estudo, e os voluntários eram instruídos a medir o nível de honestidade dos entrevistados gravados em vídeo. Além disso, os próprios voluntários foram entrevistados para saber o quanto eles confiavam em outras pessoas.

Os voluntários com maiores índices de confiança em outros indivíduos também se mostraram mais eficientes em detectar os participantes mentirosos, ou seja, quanto mais mostravam confiar nas outras pessoas, maior o potencial de identificar a diferença entre uma verdade e uma mentira dita por uma mesma pessoa. Ao contrário do estereótipo, aqueles mais desconfiados também eram os que mais cometiam erros e indicavam a “contratação” dos mentirosos (aqueles que haviam mentido em questões cruciais como formação ou experiência para a função).

“Ao contrário da ideia geral de que pessoas desconfiadas são melhores em detectar mentiras e aquelas mais abertas às pessoas desconhecidas são as que são alvos fáceis para os salafrários, o que vimos aqui foi exatamente o inverso. As pessoas confiam mais quando, de alguma maneira, sabem que podem detectar uma mentira no meio de uma conversa e identificam as intenções de terceiros”, diz Nancy Carter, pesquisadora da Universidade de Toronto, no Canadá.

“Aqueles que confiam nos outros não são bobos, mas sua acuidade interpessoal os faz melhor em identificar e separar bons amigos de ameaças em potencial”, finaliza.

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com informações da Social Psychological and Personality Science

fonte: http://oqueeutenho.uol.com.br

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