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terça-feira, 1 de março de 2011

Nosso pano bordado

Pensando bem, muitos de nós reclamamos do dia-a-dia. Mas afinal de contas, sabemos que a vida não é mar de rosas sempre. Nossos problemas, nossas dificuldades, nosso trabalho, nossos filhos, nossa casa. Enfim, tudo faz parte da vida. Sabemos que não será sempre assim. Portanto, devemos a cada dia aprender algo sobre o que fizemos, o que deixamos de fazer, o que outros fizeram ou que deixaram de fazer. Seria mais ou menos como um senhor que conversei uma vez, ele disse (mais ou menos assim): "A nossa vida é como um pano bordado, a cada dia que passa bordamos um ponto e ao final veremos como ficou o bordado".
É claro que muitos de nós não sabemos bordar, mas é uma ilustração bem feita, e eu guardo isso na minha mente até hoje. Aprendemos com nossos erros, e sempre dizemos: Vou procurar não errar mais. Pura ilusão. A vida é feita de erros e acertos. A minha dissertação não é lá essas coisas, mas como o texto diz, erramos e acertamos sempre. BOM DIA

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Os Espaços Sociais - Jorge Fernandes

"Nos espaços que são violentados as sociedades que vivem ali são as que sofrem suas principais consequências" - Miltom Santos.

Nada como lembrar o saudoso geógrafo Miltom Santos para compreender as consequências das alterações geográficas sofridas pela cidade nos últimos anos. Ao mesmo tempo em que a cidade vive uma "explosão", um grande surto de crescimento da construção civil, ocorre "considerável violência" contra a sociedade que utiliza os espaços urbanos.

Desta maneira, a aglomeração insuportável de automóveis em ruas estreitas, a frequente deterioração das vias de trânsito, corroídas anualmente pelas chuvas e pelo tráfego agora mais intenso, a ausência de espaços públicos decentes de convivência, de integração, de espaços culturais, tudo isso é resultado das grandes dificuldades em conciliar o (grande) crescimento econômico com a respectiva melhoria de qualidade de vida. A bem da verdade, Capão da Canoa cresce para onde? Para quem?

Além disso, no bairro Santa Luzia (a antiga Tiguera), raríssimos são os espaços sociais de convivência (parques praças, etc), e o mesmo ocorre no bairro São Jorge, Zona nova, Novo Horizonte, na Praia do Araçá, Arco Íris, etc, etc, etc...

A bem da verdade, não há uma solução única, uma "fórmula mágica" . Urge que os setores representativos da cidade (políticos, econômicos, instituições,agremiações,etc) reiniciem um planejamento dos espaços urbanos de Capão da Canoa, senão, o caos que ora se inicia tornar-se-á impossível de administrar no futuro.
Jorge Fernandes
jorgefernandes99@hotmail.com
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