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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dilma diz que caso Palocci está sendo politizado



CLAUDIA ANDRADE
Direto de Brasília
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira que a questão envolvendo o aumento do patrimônio do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, está sendo politizada. Ela criticou as denúncias feitas na quarta-feira pela oposição de que um cliente da empresa de consultoria de Palocci teria recebido a restituição do Imposto de Renda Pessoa Jurídica logo após o primeiro turno das eleições e, em seguida, feito uma doação à campanha de Dilma.
"Quero assegurar que o ministro Palocci está dando todas as explicações para os órgãos de controle. Espero que esta questão não seja politizada como foi o caso do que aconteceu ontem, um caso lastimável", disse a presidente sobre a denúncia. Na quarta-feira, deputados tucanos apresentaram novas denúncias contra Palocci, segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal. O deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) afirmou que, de acordo com as informações obtidas pelo Siafi, Palocci teria praticado tráfico de influência para beneficiar a então candidata do PT à presidência da República em 2010, Dilma Rousseff.
"A Justiça determinou à Fazenda o pagamento da restituição devida à empresa. Não se trata de maneira alguma de nenhuma manipulação. Lamento que um caso desse tipo esteja sendo politizado", acrescentou. A presidente ressaltou que "nos próximos dias" Palocci dará "todas as explicações para os órgãos de controle, inclusive para o Ministério Público".
Palocci é alvo de acusações desde 15 de maio, quando uma matéria publicada no jornal Folha de S. Pauloafirmou que o ministro aumentou seu patrimônio em 20 vezes entre 2006 e 2010. Segundo a reportagem, o faturamento da empresa do ministro, a Projeto, superou R$ 10
milhões entre novembro e dezembro de 2010, quando ele coordenava a equipe de transição de governo.

www.terra.com.br

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Eleições no Litoral - Lula/Dilma/Serra...


Enfim, as eleições de 2010 caminham inexoravelmente para as páginas da História. E aqui, nas "aldeias litorâneas", como foi o processo eleitoral?

- José Serra venceu na maioria das praias, sempre com uma margem pequena: Tramandaí ( 11.712 votos, Dilma 10.442), Torres (10.825 votos,  Dilma 8.667), Capão da Canoa ( 13.094 votos, Dilma 9.262).

- Em Osório, vitória de Dima : 13.311 votos, e Serra 11.900.

- Nas áreas com maior produção agropecuária, um dado muito interessante: Dilma venceu em vários locais, destacando-se uma margem de 60.23% para Dilma em Maquiné ( 2.829 votos, e Serra 1.694), uma vitória apertadíssima em Santo Antônio da Patrulha (dilma 11.936 e Serra 11.844) . Dilma venceu em Três Forquilhas, Terra de Areia, Três Cachoeiras, Rolante, Dom Pedro de Alcântara...

- Com relação a estas cidades, intriga-me a causa deste "fenômeno". Quais os motivos que levaram a população destas cidades  a escolherem a candidata de Lula? Uma efetiva aproximação do Governo Federal nestes locais? A militância local? O desgaste dos partidos que não elegeram seus candidatos? (espero comentários, até porque não conheço bem a realidade destas cidades).

E A CAMPANHA?????? Democraticamente respondo: foi um horror, uma sucessão de más escolhas e gestos (digamos assim) inusitados...

- Inicialmente, seria interessante saber o grande intelectual que acordou um dia  e pensou: vou colocar o tema da criminalização do aborto na pauta da disputa eleitoral. Ora, este assunto não merece ser debatido pela sociedade, pelas igrejas, pelo Congresso e pelo Judiciário. Aí, virou aquela pantomima: padres pregando política nos púlpitos, candidatos buscando o perdão dos pecados e a "beatificação popular", até o Papa teve que se manifestar um dia antes da eleição. Santa Bárbara, ficou muuuuuuuuuuuito estranho, para não usar palavras mais duras...

- Claro, o episódio da bolinha de papel influenciou um pouco no resultado.

- Com relação ao governo Lula, percebo visões muito antagônicas. Grandes intelectuais e religiosos estavam ao seu lado (e de Dilma). Todos (ou quase todos) os reitores de universidades federais apoiaram o governo Lula, e ninguém contestou o número de universidades criadas em seu governo. As críticas sobre o semianalfabetismo do presidente me parecem infundadas, exageradas no mínimo. Ah, as paixões: Lula é incompetente, analfabeto, etc etc. Menos, gente, menos! Lula permaneceu na presidência do Brasil por oito anos,  e sai com enorme aprovação popular, ostentando números positivos em seu governo...

Bem, Há muito mais aspectos para analisar, mas o tempo é curto. Sintam-se a vontade para comentar, desde que com argumentos claros, sem as paixões "viscerais" que envolvem a política.

Jorge Fernandes
jorgefernandes99@hotmail.com


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