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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Em meio a crise, presidente do COI promete jogos "sem extravagância"


REDAÇÃO ÉPOCA


Rogge, presidente do COI, ao lado do presidente do Comitê Olímpico Austríaco, Karl Stoss, acompanha disputa do esqui alpino nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude em Innsbruck, na Áustria, nesta terça-feira (17) (Foto: Andreas Schaad / AP)
Jogos “sem extravagância” e “sem elefantes brancos”. É o que promete o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, para os Jogos Olímpicos de 2012, diante do clima de contenção de gastos da Europa em meio ao temor de que uma nova recessão atinja o continente. Em entrevista para o site britânico Inside the Games, Rogge declarou que as competições em Londres serão disputadas de acordo com o clima de austeridade vigente em outras áreas do país. “Os jogos devem ser sustentáveis, é esse o limite”, disse o dirigente.

A menos de seis meses para a abertura das Olimpíadas, as obras em Londres já estão quase finalizadas. Apesar dos acréscimos feitos ao orçamento - £9.298 bilhões investidos (o equivalente a US$ 14,271bi) contra uma estimativa inicial de £2,4 bi - os gastos públicos da competição estão muito aquém dos US$ 40 bilhões empregados por Pequim em 2008, no que ficaram conhecidos como os Jogos mais caros da história.

Ainda assim, novos investimentos podem ser feitos. O Escritório Nacional de Auditoria (NAO, na sigla em inglês), órgão responsável por auditar as contas do evento, aponta que os fundos restantes podem não ser suficientes para cobrir possíveis imprevistos, como o recente aumento nos gastos com segurança – a equipe de seguranças mais que dobrou , passando a 23,7 mil pessoas contra as 10 mil planejadas de início.

Rogge, porém, ressalta que o saldo será positivo. “Londres não vai deixar elefantes brancos”. Dos oito edifícios construídos para as competições, apenas o Estádio Olímpico e o Centro de Imprensa não têm destino certo depois dos jogos.

A abertura dos Jogos Olímpicos de 2012 acontece em Londres no dia 27 de julho.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Brasil ainda caminha a passos lentos, dentro e fora do campo

A presidente Dilma Rousseff vai chamar nos próximos dias os governadores dos Estados e os prefeitos de cidades envolvidas com a Copa do Mundo para uma "conversinha"". Vai ouvir de quase todos palavras tranquilizadoras sobre o andamento das obras. Não acreditará, pois terá em mãos relatório encomendado ao ministro do Esporte, Orlando Silva, que traz observações preocupantes. Vai cobrar, ou melhor, exigir, balanços trimestrais sobre o que está sendo feito.
Dilma tem motivos para estar apreensiva. Na prática, pouco foi feito até agora daquilo que é necessário - ou que foi prometido -, seja no quesito estádios ou em infraestrutura. Falar em atrasos, porém, causa reações via de regra irritadas, quando não indignadas. "Está tudo dentro do cronograma"", é a frase que mais se escuta quando se questiona uma autoridade. Resposta baseada em projetos e processos de licitação em curso. Mas a realidade desmente o discurso.
As arenas são exemplo disso. A maioria das que serão reformadas ainda não superou a etapa da demolição; as que vão ser totalmente erguidas estão em fase de terraplenagem ou de fundações - isso quando nada foi feito até agora, como em São Paulo e em Natal. E há casos de estádios cujos processos de licitação são alvo de órgãos como Ministério Público e Tribunal de Contas.
Apesar disso, até a Fifa já considera que os estádios caminham bem. Pelo menos foi isso que o presidente da entidade, Joseph Blatter, disse na quarta-feira. Talvez o cartola tenha 
percebido que as arenas são o menor dos problemas.
O Estadão
ler na íntegra: O Estadão

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Gramados poderão ter problemas para Copa 2014

Entrevista: Yves de Cocker, um especialista em gramados esportivos

O diretor da Desso fala sobre os problemas no estádio de Wembley e prevê desafios nos campos de 2014

Yves de Cocker, diretor da Desso (crédito: Rodrigo Prada)
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Marcos de Sousa
postado em 20/07/2010 19:12 h
atualizado em 20/07/2010 20:25 h

Yves de Cocker é diretor comercial da Desso Grass Sports, empresa belga dedicada à tecnologia de gramados esportivos.

Nesta entrevista, concedida em São Paulo, ele comenta os problemas enfrentados pelo estádio de Wembley, em Londres, que já substituiu o gramado várias vezes desde sua recente modernização e implantação de cobertura


Segundo informações de especialistas, o campo do estádio de Wembley já passou por onze replantios da grama após as obras de modernização realizadas em 2007. O que está acontecendo com o gramado?
O problema é que Wembley é um estádio enorme, com capacidade para 90 mil pessoas, e que tem grandes áreas de sombra e é muito utilizado para jogos e shows. Acontece que há 20 ou 30 anos, um estádio de futebol era apenas um estádio de futebol. Hoje os grandes shows musicais - como os de Madonna ou do U2 - precisam de espaços cobertos capazes de acolher até 80 mil pessoas e as arenas esportivas se adequam muito bem a essa necessidade. Trata-se de uma fonte de receita imprescindível para os gestores desses equipamentos. Depois de alguns shows, os administradores de estádios procuram recuperar os gramados, mas quando há jogos logo em seguida não há tempo para o gramado consolidar suas raízes. Com essa diversidade e frequência de usos, é muito difícil realizar a manutenção que os campos exigiriam.

A Desso foi chamada para tentar resolver esse problema. O que é possível fazer?
Nosso sistema, o Desso Grass Master, é um gramado natural reforçado com 20 milhões de fibras sintéticas por meio de máquinas comandadas por computadores. As raízes da grama natural se entrelaçam com a trama sintética formando uma superfície perfeita para a prática do esporte e com grande resistência à abrasão e arrancamento. No ano passado tivemos uma série de reuniões com a equipe que cuida da manutenção do campo e estamos discutindo como nosso sistema poderia contribuir para melhorar o gramado de Wembley. Estamos criando um grupo de engenheiros para estudar o problema, discutir as outras alternativas já tentadas e encontrar uma solução com nosso sistema que seja durável por muitos anos para receber os shows e, especialmente, os jogos de futebol e futebol americano que normalmente acontecem em Wembley.

No Brasil, vários estádios antigos estão passando por obras de renovação que incluem coberturas. Essa mudança poderá provocar problemas nos gramados dos futuros estádios brasileiros para a Copa de 2014?
Hoje, se alguém faz novos estádios, eles já serão construídos de acordo com as necessidades de multifuncionalidade, as renovações que estão sendo projetadas nos estádios brasileiros para a Copa de 2014 já deverão considerar essa flexibilidade para receber jogos de futebol e de outros esportes, espetáculos musicais, encontros religiosos e outras atividades de grande público. Além disso o Brasil tem uma grande variedade de climas. Brasília é muito diferente de Manaus, que é diferente de Recife ou de Curitiba. São diferenças de solo, de umidade, de insolação...e isso vai exigir estudos para definir projetos de gramados que garantam a durabilidade dos campos de jogo. E como esses estádios terão coberturas, talvez seja necessário recorrer a sistemas de iluminação artificial para estimular o enraizamento do gramado.

Wembley: gramado substituído onze vezes desde 2007 (crédito: Divulgação)

Mas é possível atender a todos esse climas com o mesmo sistema de gramado?
Nosso sistema, o Grassmaster, conta com 20 anos de experiência em condições muito diferentes. O sistema permanece o mesmo - grama natural costurada numa trama artificial com 20 milhões de fibras. O que muda são os detalhes de drenagem, o tipo de substrato. Por exemplo, em alguns lugares do mundo, nós temos sistema de aquecimento abaixo da grama para evitar o congelamento...

E quanto à grama artificial? Não seria uma boa solução para evitar os problemas nas arenas multiuso?
Sim, os sistemas de grama artificial atuais são muito adequados para o futebol, mas a Fifa ainda prefere os gramados naturais por uma questão de cultura. Acho que ainda teremos de aguardar uns dez anos até que a nova geração de jogadores se acostume com os pisos artificiais e aceite jogar sobre esses novos pisos.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O "Caso Morumbi", a política e o dinheiro

Bob Fernandes

Direto de Johannesburgo

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse por mais de uma vez que a Copa 2014, no Brasil, não teria estádios construídos com dinheiro público.

Na quarta-feira, 16, em dobradinha com a FIFA de Joseph Blatter e Jérôme Valcke, Teixeira sepultou o Morumbi como o estádio de São Paulo para a Copa 2014.

As alternativas passam a ser: ou São Paulo não faz a abertura, ou Pirituba, sonho do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, é uma aposta. (Mas há outra, como veremos abaixo.)

Kassab jura de pés juntos que Pirituba, um complexo de R$ 6 bilhões com hotéis, Centro de Convenção e estádio, não é para 2014. Seria para a EXPO 2020. E que não terá dinheiro público.

Nos bastidores, São Paulo, quem tem poder em São Paulo, murmura que a tese correta seria a do triunvirato: Ricardo Teixeira, com a simpatia da FIFA, estaria pensando num estádio em Guarulhos, tendo a secundá-lo o multi-empresário J. Hawilla e, ao fundo, o herdeiro do tal estádio: o Corinthians, de Andrés Sanchez, aliado de Teixeira e chefe da delegação do Brasil na Copa.

Todos, notem bem, todos envolvidos e citados juram que não querem nem ouvir falar, que não haverá, exatamente aquilo que todos sabemos que todos querem e que haverá: dinheiro público, do contribuinte.

Pode até haver, deveria já estar sendo debatido às claras se seria aceitável ou não, de repente é uma decisão consensual, mas é curioso que todos os envolvidos neguem exatamente o que mais desejam: dinheiro público.

Leia na íntegra - Fonte: Terra

http://blogdobobfernandes.blog.terra.com.br/2010/06/17/o-“caso-morumbi”-a-politica-e-o-dinheiro/

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A copa no Brasil vai ser bancada com dinheiro público

A Copa do Mundo de 2014, no Brasil, vai ser bancada com dinheiro público. Ainda que tenha se referido a financiamentos via BNDES, foi o que deixou claro o presidente Lula em entrevista que vai ao ar nesta quarta-feira (9) às 22 horas na ESPN Brasil.

Na conversa com a jornalista Adriana Saldanha, disse o presidente:
- O Governo Federal, através do BNDES, se dispôs a criar uma linha de financiamento em que nós emprestamos o dinheiro ao governo do estado, se o estádio for público, ou emprestamos à empresa que for dona do estádio, ou seja, não é dinheiro público, é um financiamento (…) os governadores tomarão dinheiro emprestado e terão que pagar…

O presidente, como se sabe, é um craque na política e no uso da palavra, mas nem tanto conseguirá esconder o que está embutido na frase acima. Vejamos.

Apenas três são os estádios privados: o do São Paulo, o do Internacional e o do Atlético Paranaense. Os governadores de 9 estados garantirão os financiamentos no BNDES, banco que tem uma linha de R$ 3,5 bilhões para os estádios.

A pergunta é: o dinheiro será dos estados, de cada um dos 9 estados, ou é dinheiro privado?

Bob Fernandes

Leia na íntegra

http://blogdobobfernandes.blog.terra.com.br/2010/06/09/meia-volta-copa-no-brasil-vai-ser-bancada-com-dinheiro-publico/

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