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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Projeto libera quem trabalha na rua quando umidade cair abaixo de 20%


A Câmara analisa o Projeto de Lei 3501/12, do deputado Eliene Lima (PSD-MT), que dispensa do trabalho, do meio-dia às 16 horas, empregados que realizem atividades a céu aberto quando a umidade relativa do ar registrar índice inferior a 20%. A proposta acrescenta a regra à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43).

Segundo o autor, o objetivo da medida é preservar a saúde do trabalhador. O deputado lembra que, em casos de umidade abaixo de 30%, os serviços locais de vigilância em saúde e de defesa civil costumam sugerir estado de alerta e recomendam medidas para proteger a saúde da população, como a suspensão de atividades ao ar livre ou com exposição ao sol entre o final da manhã e o início da tarde, período em que a umidade do ar fica mais baixa.

"Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quando o índice de umidade do ar ficar abaixo dos 30%, o quadro já é considerado preocupante, pois o nível ideal vai de 60 a 80%", diz Eliene Lima.

"Se a umidade relativa do ar ficar abaixo de 20%, a situação é considerada de emergência e recomenda-se não praticar nenhum tipo de atividade física. Os colégios costumam suspender as atividades escolares, mas não se vê esse tipo de preocupação com a saúde dos trabalhadores."

O deputado lembra que períodos prolongados de estiagem também interferem na concentração de poluentes, condição que pode causar desidratação, problemas oftalmológicos, respiratórios e cardiovasculares.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Que país é esse?

No final da década de 1970 Renato Russo escreveu Que país é esse?: “Nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado, ninguém respeita a constituição... Que país é esse?”. A situação do país mudou tão pouco que o cantor gravaria a música quase dez anos depois, com estrondoso sucesso. Passados mais de 30 anos a letra da música é tão atual quanto quando foi escrita.

A direita oligárquica histórica foi substituída pelo neoliberalismo, disfarce moderno de antigas ideias, que por sua vez deu lugar a esquerda, não mais revolucionária, mas nem por isso menos ideológica. Tudo farinha do mesmo saco, sem tirar nem por um grama sequer.

Depois de um governo recheado de denúncias de corrupção, onde a alta cúpula do partido desmoronou por completo (Palocci, Zé Dirceu, Genuíno, e Cia.), o presidente Lula deixou o governo como o novo Vargas, o “pai dos pobres”, o símbolo do crescimento econômico do Brasil. Rodeado por contraventores, gente com dinheiro na cueca, mensalões e mensalinhos, filho e compadre envolvido em denúncias de enriquecimento ilícito, Lula nunca soube de nada, um pobre semianalfabeto inocente de tudo, herói de uma nação sem heróis – ou de falsos heróis, de Macunaímas.

Como tudo no Brasil vira em pizza, passado o turbilhão, os antigos companheiros tentaram voltar. Novamente denúncias. Palocci, que havia declarado, em 2006, patrimônio de R$ 375 mil, comprou imóvel de R$ 6,6 milhões. Uma festa! Fossemos um país com um pingo de vergonha na cara e Palocci teria ido para cadeia dar explicações. Aqui não, até a presidente sai em sua defesa; tudo foi feito para que ele não precisasse dar explicações. Agora, o de sempre. Não vai dar em nada, vai virar pizza novamente. Pizza que é o prato preferido do brasileiro, o feijão com o arroz é coisa do passado.

Mas o Brasil é um país sui generis, nossa escola de corrupção forma todo o tipo de ladrão, não é exclusiva para políticos. A bola da vez é a CBF. Essa sim é um prato cheio. Mexer em uma das paixões nacionais não é brincadeira. O brasileiro venderia o país, mas não ficaria sem o futebol. Por isso há tanto em jogo. Rede Globo e Record vêm se digladiando pelos direitos de transmissão, e não é por migalhas, os números são astronômicos. Mas vamos direto ao assunto: Copa do Mundo no Brasil.

Em 2009 a CBF informou que os gastos com as reformas e construções de estádios seriam de R$ 2,5 bilhões. O orçamento já está em R$ 5,8 bilhões e a previsão é de que passe de R$ 7 bilhões! E pior, não há nada pronto, a maioria das obras está com o cronograma atrasado e outras nem começaram. Não há nada em infraestrutura, a tal da “mobilidade urbana”. O país já é um caos com a população nativa circulando, imaginem quando os gringos chegarem. Não há aeroportos em condição de operar com a demanda nacional, não temos boas estradas, trens e hospitais. Em comparação com a Europa, estamos ainda no século 19.

Mas o Brasil tem a solução, é o famoso jeitinho brasileiro, temos o “processo de obras emergenciais”. É a salvação! Graças a Deus teremos a Copa aqui. Estamos salvos! Vamos gastar mais de R$ 100 bilhões para que meia dúzia de políticos e empresários encham as cuecas. E a educação, a saúde...onde entram os benefícios para o povo brasileiro nisso tudo?

Os presidentes do Brasil, da CBF e do COL disseram que tudo que for construído será em benefício público, do brasileiro. E o Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa confirmaram! O agora deputado Romário – coisas de Brasil - estima que entre 10 e 20% desses gastos bastariam para resolver cerca de 80% dos problemas do Brasil com saúde e educação. Se o país é/seria capaz de “levantar” 100 bilhões para receber uma Copa, por que então não levantar R$ 10 bilhões para resolver os problemas emergenciais da nação?

Ora, por que roubar pouco se há como roubar mais. Diz a lenda que o país poderia construir mais de um Maracanã e uma Brasília com o dinheiro desviado; nessa Copa, vamos comprar o Alasca dos Estado Unidos. E ainda há a MP – mais uma, somos o país das MPs – da Lei das Licitações da Copa, o tal Regime Diferenciado de Contratações, que a presidente não quer mexer, defende com unhas e dentes. Acha ela que o Brasil precisa mostrar que é um país de honestos. Claro presidente, somos de fato um país de Paloccis, Sarneys, Dirceus, Teixeiras, Temmers, e não queremos que nada atrapalhe a nossa copa, “vamos faturar um milhão”.

E ainda temos as Olimpíadas em 2016... Estou pensando em entrar para a política, meu medo é que falte cueca nos próximos anos no Brasil, seria muito azar...

Alguém ainda respeita a constituição? Alguém ainda acredita no futuro da nação?



Rodrigo Trespach - Litoralmania

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Brasil ainda caminha a passos lentos, dentro e fora do campo

A presidente Dilma Rousseff vai chamar nos próximos dias os governadores dos Estados e os prefeitos de cidades envolvidas com a Copa do Mundo para uma "conversinha"". Vai ouvir de quase todos palavras tranquilizadoras sobre o andamento das obras. Não acreditará, pois terá em mãos relatório encomendado ao ministro do Esporte, Orlando Silva, que traz observações preocupantes. Vai cobrar, ou melhor, exigir, balanços trimestrais sobre o que está sendo feito.
Dilma tem motivos para estar apreensiva. Na prática, pouco foi feito até agora daquilo que é necessário - ou que foi prometido -, seja no quesito estádios ou em infraestrutura. Falar em atrasos, porém, causa reações via de regra irritadas, quando não indignadas. "Está tudo dentro do cronograma"", é a frase que mais se escuta quando se questiona uma autoridade. Resposta baseada em projetos e processos de licitação em curso. Mas a realidade desmente o discurso.
As arenas são exemplo disso. A maioria das que serão reformadas ainda não superou a etapa da demolição; as que vão ser totalmente erguidas estão em fase de terraplenagem ou de fundações - isso quando nada foi feito até agora, como em São Paulo e em Natal. E há casos de estádios cujos processos de licitação são alvo de órgãos como Ministério Público e Tribunal de Contas.
Apesar disso, até a Fifa já considera que os estádios caminham bem. Pelo menos foi isso que o presidente da entidade, Joseph Blatter, disse na quarta-feira. Talvez o cartola tenha 
percebido que as arenas são o menor dos problemas.
O Estadão
ler na íntegra: O Estadão

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Flagrantes da Vida Real

O veterinário receitou pílulas para a cadela de minha sogra emagrecer, mas, na consulta seguinte, o peso continuava igual. Ele perguntou se havia algum problema em fazer a cadela engolir os comprimidos. - Ah, não - respondeu a dona - Eu escondo o remédio no sorvete dela.
VI KNUTSON, Canadá
Seleções - Reader's Digest - junho 2007

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Gramados poderão ter problemas para Copa 2014

Entrevista: Yves de Cocker, um especialista em gramados esportivos

O diretor da Desso fala sobre os problemas no estádio de Wembley e prevê desafios nos campos de 2014

Yves de Cocker, diretor da Desso (crédito: Rodrigo Prada)
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Marcos de Sousa
postado em 20/07/2010 19:12 h
atualizado em 20/07/2010 20:25 h

Yves de Cocker é diretor comercial da Desso Grass Sports, empresa belga dedicada à tecnologia de gramados esportivos.

Nesta entrevista, concedida em São Paulo, ele comenta os problemas enfrentados pelo estádio de Wembley, em Londres, que já substituiu o gramado várias vezes desde sua recente modernização e implantação de cobertura


Segundo informações de especialistas, o campo do estádio de Wembley já passou por onze replantios da grama após as obras de modernização realizadas em 2007. O que está acontecendo com o gramado?
O problema é que Wembley é um estádio enorme, com capacidade para 90 mil pessoas, e que tem grandes áreas de sombra e é muito utilizado para jogos e shows. Acontece que há 20 ou 30 anos, um estádio de futebol era apenas um estádio de futebol. Hoje os grandes shows musicais - como os de Madonna ou do U2 - precisam de espaços cobertos capazes de acolher até 80 mil pessoas e as arenas esportivas se adequam muito bem a essa necessidade. Trata-se de uma fonte de receita imprescindível para os gestores desses equipamentos. Depois de alguns shows, os administradores de estádios procuram recuperar os gramados, mas quando há jogos logo em seguida não há tempo para o gramado consolidar suas raízes. Com essa diversidade e frequência de usos, é muito difícil realizar a manutenção que os campos exigiriam.

A Desso foi chamada para tentar resolver esse problema. O que é possível fazer?
Nosso sistema, o Desso Grass Master, é um gramado natural reforçado com 20 milhões de fibras sintéticas por meio de máquinas comandadas por computadores. As raízes da grama natural se entrelaçam com a trama sintética formando uma superfície perfeita para a prática do esporte e com grande resistência à abrasão e arrancamento. No ano passado tivemos uma série de reuniões com a equipe que cuida da manutenção do campo e estamos discutindo como nosso sistema poderia contribuir para melhorar o gramado de Wembley. Estamos criando um grupo de engenheiros para estudar o problema, discutir as outras alternativas já tentadas e encontrar uma solução com nosso sistema que seja durável por muitos anos para receber os shows e, especialmente, os jogos de futebol e futebol americano que normalmente acontecem em Wembley.

No Brasil, vários estádios antigos estão passando por obras de renovação que incluem coberturas. Essa mudança poderá provocar problemas nos gramados dos futuros estádios brasileiros para a Copa de 2014?
Hoje, se alguém faz novos estádios, eles já serão construídos de acordo com as necessidades de multifuncionalidade, as renovações que estão sendo projetadas nos estádios brasileiros para a Copa de 2014 já deverão considerar essa flexibilidade para receber jogos de futebol e de outros esportes, espetáculos musicais, encontros religiosos e outras atividades de grande público. Além disso o Brasil tem uma grande variedade de climas. Brasília é muito diferente de Manaus, que é diferente de Recife ou de Curitiba. São diferenças de solo, de umidade, de insolação...e isso vai exigir estudos para definir projetos de gramados que garantam a durabilidade dos campos de jogo. E como esses estádios terão coberturas, talvez seja necessário recorrer a sistemas de iluminação artificial para estimular o enraizamento do gramado.

Wembley: gramado substituído onze vezes desde 2007 (crédito: Divulgação)

Mas é possível atender a todos esse climas com o mesmo sistema de gramado?
Nosso sistema, o Grassmaster, conta com 20 anos de experiência em condições muito diferentes. O sistema permanece o mesmo - grama natural costurada numa trama artificial com 20 milhões de fibras. O que muda são os detalhes de drenagem, o tipo de substrato. Por exemplo, em alguns lugares do mundo, nós temos sistema de aquecimento abaixo da grama para evitar o congelamento...

E quanto à grama artificial? Não seria uma boa solução para evitar os problemas nas arenas multiuso?
Sim, os sistemas de grama artificial atuais são muito adequados para o futebol, mas a Fifa ainda prefere os gramados naturais por uma questão de cultura. Acho que ainda teremos de aguardar uns dez anos até que a nova geração de jogadores se acostume com os pisos artificiais e aceite jogar sobre esses novos pisos.

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