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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Fepagro promove estágio curricular para alunos da rede pública de Osório


Fepagro promove estágio curricular para alunos da rede pública de Osório


Alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Ildefonso Simões Lopes, do município de Osório, poderão fazer estágio curricular nas unidades de pesquisas da Fepagro Maquiné e Terra de Areia - Litoral Norte e Aquicultura e Pesca. O convênio foi firmado entre a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária e a instituição de ensino, para possibilitar aos estudantes maior vivência nos cursos técnicos de Agricultura e Meio Ambiente.

Em Maquiné, os alunos terão a oportunidade de trabalhar com melhoramento genético de feijão, frutíferas nativas, tropicais e palmeira juçara. Segundo Rodrigo Favreto, diretor da unidade, o estágio faz parte do projeto pedagógico do curso e visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular. "A iniciativa busca o desenvolvimento do aluno para a vida cidadã e para o trabalho", afirma.

A Escola Rural de Osório, como era chamada, faz parte do histórico da Fepagro. O prédio, onde hoje funciona o estabelecimento, serviu de sede para a estação experimental - Fepagro Litoral Norte - no período de 1920 a 1950. A partir daí, a estação foi transferida para área atual, no município de Maquiné.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Alienação cultural: o semi-informado

Os avanços científicos e tecnológicos dos séculos XX e XXI trouxeram mudanças radicais nos sistemas de educação e informação do agora “mundo globalizado”. Os chamados meios de comunicação de massa – rádio, TV, jornais e revistas – criaram um modo de saber industrializado, um “produto pronto”, como meio de entretenimento. 

Tal sistema não prima pelo desenvolvimento do saber crítico, mas pelo que está de acordo com o que a máquina capitalista apregoa pelos meios da indústria cultural: o celular, o corte de cabelo, a cor e a roupa da moda, o que se disse ou “pensou” no BBB, o que veste, bebe ou lê fulano de tal. A maioria da população não tem acesso à formação cultural propriamente dita, mas ao que alguns pensadores chamam de “semi-informação”. O saber de tudo um pouco e ser/estar alienado do todo, algo como ler o Manifesto Comunista e tentar compreender Marx e Engels ou acessar o Wikipédia e achar que seus problemas de informação estão acabados.

A teoria diz que o sistema educacional seria capaz de transformar esse sistema consumista – modista e de alienação cultural– se um país democraticamente constituído primasse, como reza a constituição no Brasil, por exemplo, de um sistema educacional público e de qualidade. A escola poderia ser/é o fator decisivo para a reviravolta, a revolução cultural – não associem à Mao, contra a alienação cultural e falta de senso crítico.

Mesmo vivendo em um sistema democrático, a própria falta de um sistema educacional totalmente público e de qualidade não permite ao alienado, ao semi-informado, a conscientização do status quo. Os ensinos primário e médio estão longe de suprimir as necessidades mais elementares da educação. O ensino superior, em muitos casos, é do nível do ensino médio, não mais do que o necessário para garantir um cargo público. 

O próprio sistema político é o interessado na manutenção da formação do semi-informado, gerado pela falta de educação de qualidade e necessário aos apelos do grande capital empregado na mídia pelas empresas multinacionais. Que são na maioria das vezes as financiadoras do agente governante, e da ideologia em voga, que apesar de se sustentar sob a capa da democracia e da “liberdade de pensamento e expressão”, é ainda em demasia, partidária, demagoga e revanchista.

Cabe(ria) ao educador e aos pais, por tanto, a tarefa de estimular e formar uma consciência crítica no aluno e nos filhos, para que essa consciência seja aprimorada e levada a diante, na família e no seu meio social. Mas quem está interessado nisso, se o meu salário compra tudo o que posso e vejo na mídia, que função nesse meio tem o conhecimento e a elevação cultural? Por que preciso compreender o processo de desenvolvimento histórico da humanidade se o que necessito para viver é o número de dígitos que compõe minha conta bancária?




Rodrigo Trespach

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